Individualidade
Aceitar a própria individualidade é algo que não se aprende na escola. Essa é umas das aprendizagens mais complexas durante a nossa existência.
Embora todos tenhamos atributos semelhantes, somos diferentes. Somos seres ritmados, cada um a seu tempo. O coração tem cadência, nosso caminhar tem cadência, nossa fala tem cadência. Dotados do mesmo aparelho, nos expressamos por silencio e sons, articulando os signos presentes em ambos. No entanto, jamais encontraremos aquela voz, um dia perdida, na boca de outrem e isso não é só efeito da genética.
Às vezes, como se fôssemos insuficientes nessa tentativa constante de dizer algo (para nós mesmos), emprestamos símbolos. Lançamos mão de produções coletivas, imitamos, reproduzimos, mas nem assim fugimos da sina da individualidade. Há certos dias que precisamos de trilhas sonoras para nossas cenas pessoais, como a que Claire (Kirsten Dunst) oferece a Drew (Orlando Bloom), no filme Tudo acontece em Elizabethtown (http://www.elizabethtown.com/home.html ), para que ele de fato sinta o percurso da sua viagem pessoal. Uma música para expressar alegria do desejo realizado, uma música para simbolizar a frustração da ausência ou desilusão. Precisamos lançar mão de outras linguagens para expressar o que o pensamento não consegue elaborar., para expressar o que não conseguimos explicar. Toma-se, então, emprestado. Porém a interpretação faz com que o objeto escolhido seja diferente a cada uso, porque quem interpreta é único e diferente a cada dia.
A viagem sempre será única e solitária, por mais companheiros que se encontre pela estrada.
Embora todos tenhamos atributos semelhantes, somos diferentes. Somos seres ritmados, cada um a seu tempo. O coração tem cadência, nosso caminhar tem cadência, nossa fala tem cadência. Dotados do mesmo aparelho, nos expressamos por silencio e sons, articulando os signos presentes em ambos. No entanto, jamais encontraremos aquela voz, um dia perdida, na boca de outrem e isso não é só efeito da genética.
Às vezes, como se fôssemos insuficientes nessa tentativa constante de dizer algo (para nós mesmos), emprestamos símbolos. Lançamos mão de produções coletivas, imitamos, reproduzimos, mas nem assim fugimos da sina da individualidade. Há certos dias que precisamos de trilhas sonoras para nossas cenas pessoais, como a que Claire (Kirsten Dunst) oferece a Drew (Orlando Bloom), no filme Tudo acontece em Elizabethtown (http://www.elizabethtown.com/home.html ), para que ele de fato sinta o percurso da sua viagem pessoal. Uma música para expressar alegria do desejo realizado, uma música para simbolizar a frustração da ausência ou desilusão. Precisamos lançar mão de outras linguagens para expressar o que o pensamento não consegue elaborar., para expressar o que não conseguimos explicar. Toma-se, então, emprestado. Porém a interpretação faz com que o objeto escolhido seja diferente a cada uso, porque quem interpreta é único e diferente a cada dia.
A viagem sempre será única e solitária, por mais companheiros que se encontre pela estrada.
Eliane


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